Hoje a Faculdade Funam dá início a um novo espaço de valorização de quem constrói, diariamente, a excelência do nosso ensino: o Docência em Destaque.
Para abrir esse quadro, apresentamos Eduardo Vinícius Pereira Barbosa, Coordenador do Curso de Direito, um dos cursos mais procurados da Fundação Alto Médio São Francisco (FUNAM). Advogado, professor e pesquisador, Eduardo possui graduação em Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), especialização em Direito Imobiliário, mestrado e doutorado em andamento em Desenvolvimento Social também pela Unimontes.
Com atuação na advocacia desde 2017 e na docência no ensino superior desde 2019, Eduardo integra o corpo docente da Funam desde 2020, contribuindo de forma consistente para a formação acadêmica e profissional dos nossos acadêmicos de Direito.
Eduardo, quais experiências profissionais mais contribuíram para sua atuação como docente?
“Acredito que as experiências mais marcantes que contribuíram para minha atuação como docente vêm desde a faculdade, com estágios em diferentes setores e instituições, o que se soma, posteriormente, à advocacia prática em direito civil e imobiliário. Nesses campos, debrucei-me em casos complexos, sobretudo em direitos reais, contratos, direito de família e sucessões, aprendendo a transformar teoria em soluções concretas para clientes.
Além disso, a atuação em cartórios, assessorias para imobiliárias e orientações no NPJ da FUNAM, especialmente em questões jurídicas delicadas, afiaram minha capacidade de investigar fatos complexos e mediar conflitos, trazendo vivência autêntica para a sala de aula.
Por fim, o mestrado e o doutorado ampliaram isso com a produção científica, permitindo uma abordagem pedagógica mais crítica, que conecta pesquisa acadêmica à prática cotidiana do Direito.”
E o que mais te motiva na prática da docência?
“O que me motiva profundamente na docência é testemunhar o brilho nos olhos dos alunos quando, na aula, a leitura de uma norma seca ganha sentido e vida: ajudar pessoas a entenderem direitos e princípios, moldando um raciocínio jurídico e um pensamento crítico implacável para desatar nós de casos complexos da realidade. É como plantar sementes de autonomia e emancipação que florescem em estudantes transformadores.”
Que conselho você costuma dar aos alunos que estão iniciando a graduação?
“Desvendar o mundo para além dos códigos, isto na minha visão significa estabelecer conexões com leituras (literatura, filmes, notícias, música) e vivências variadas (visitas técnicas, viagens, estágios, imersões em congressos) para formar um raciocínio jurídico interpretativo, com mais criatividade e profundidade.”
O que você considera essencial na formação de um bom profissional hoje?
“Ser um intérprete crítico e capaz de ler os problemas reais do mundo, sabendo onde o Direito dá soluções e onde ele próprio é o entrave, tudo sustentado por um repertório amplo, técnico e teórico.
No mundo atual de problemas e fenômenos até mesmo imprevisíveis, o bom profissional, a meu ver, não é aquele que segue receitas prontas, mas aquele que sabe interpretar as leis com uma visão panorâmica, transformando-as em ferramentas de justiça e mudança social.”
O que significa, para você, fazer parte do corpo docente da Funam?
“Fazer parte do corpo docente da Funam significa, para mim, estar num espaço de excelência acadêmica onde exerço minha criatividade e potencial, aplicando metodologias de ensino jurídico e projetos interdisciplinares que entendo serem relevantes. É onde hoje posso ampliar diálogos profundos com alunos e a comunidade de Pirapora, desenvolvendo iniciativas sociais e educacionais relevantes, como eventos de extensão, ensino e núcleo de pesquisa, que conectam teoria à realidade local.”
Um livro, filme ou hábito que você recomenda? E por quê?
“Indico dois livros: “Cem Anos de Solidão” (Gabriel García Márquez) e “Os Miseráveis” (Victor Hugo). Duas leituras que considero primordiais e essenciais para reflexões sobre sensibilidade e humanidade, valores caros aos intérpretes do Direito. Recomendo, ainda, o hábito de, sempre que puder, viajar e conhecer novos lugares e culturas, por serem uma forma eficaz de expansão de horizontes e visão de mundo.”
Uma curiosidade sobre você que poucos sabem:
“Pouca gente sabe, mas antes de mergulhar no Direito, meu sonho era ser âncora de algum telejornal. Tanto que meu primeiro emprego formal foi na redação de uma rádio, elaborando notícias e textos jornalísticos. Essa experiência contribuiu muito para minha escrita, habilidade também essencial para um jurista.”
Deixe seu recado ou mensagem para quem leu até aqui:
“Para quem chegou até aqui, minha mensagem final é mesmo mergulhar no vasto mundo para além dos códigos e normas, com literatura, filmes, notícias, músicas, viagens e vivências reais, para lapidar um raciocínio jurídico que não apenas reproduz normas, mas as interpreta com sabedoria, profundidade e visão crítica. Isso, no meu sentir, é o que fará de você um profissional competente, diferenciado e compromissado com a verdadeira justiça.”
A trajetória e as reflexões apresentadas pelo Eduardo Barbosa evidenciam o compromisso do Curso de Direito da Funam com uma formação jurídica sólida, crítica e alinhada às demandas contemporâneas da sociedade. A docência, aqui, é entendida como um processo que integra conhecimento técnico, pesquisa acadêmica e vivência prática, preparando profissionais capazes de interpretar o Direito de forma responsável e transformadora.
Como instituição de ensino superior, a Fundação Alto Médio São Francisco (FUNAM) reafirma, por meio do quadro Docência em Destaque, seu compromisso com a valorização do corpo docente e com a excelência na formação em Direito, contribuindo diretamente para o desenvolvimento acadêmico, social e profissional de seus estudantes em Pirapora e região.
Débora Maia – ASCOM FUNAM