A relação de entrega e cumplicidade pela nossa língua “mátria” seja ela escrita ou falada foi expressa visceralmente por Fernanda Montenegro em sua recém-lançada biografia “Se você dormir na palavra, seu corpo dorme junto. Não é seu corpo que vai dominar sua palavra. É a sua palavra que domina o seu corpo”. O pensamento abstrato da veterana atriz é similar às ações práticas, porém não menos sensíveis da professora Juliana Neri Mota.

Juliana é graduada em Letras e Literaturas da Língua Portuguesa e especialista em Leitura Linguística e Produção de Texto. Leciona na FUNAM desde 2012 as disciplinas de Língua Portuguesa, Literatura e Redação para turmas do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e  também para os Cursos Superiores de Administração, Educação Física e Engenharia Civil.

A identidade ancestral da Língua Portuguesa é uma das bandeiras da educadora “Ela faz parte da minha história de vida, por isso é tão importante, aprender e valorizar esse idioma que é revolucionário, que é transformador” A característica utilitária e mutante dos vocábulos também é frisada por Juliana “A língua não é estática, muito pelo contrário, ela se transforma de acordo com o tempo e a necessidade do falante, ela se encaixa em todas as situações discursivas para que a comunicação exista de fato”, afirma.

O discurso moderno de Juliana em relação ao uso funcional do idioma faz um paralelo com suas clássicas preferências literárias “Machado de Assis é um escritor que provoca um enorme encantamento em mim, pois seus escritos mesmo antigos abordam temáticas polêmicas e atuais” frisa ao endossar a atemporalidade da obra machadiana.

Assim como a Língua Portuguesa, a educação é uma corrente fluida e constante. Juliana cita o patrono da educação brasileira, Paulo Freire para explicitar sua relação com o magistério “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Então ser educadora é viver intensamente cada dia, acreditando nessa capacidade de ensinar e aprender o tempo todo”.

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